Recentemente, casos de agressões a professores voltaram a estampar os noticiários. No entanto, violência nas escolas não é notícia nova. Infelizmente, trata-se de algo comum nas salas de aulas do Brasil.

Prova disso é que o Brasil ocupa o 1º lugar em um ranking com 34 países sobre violência contra professores. A pesquisa foi feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O estudo incluiu professores e diretores de escolas do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio. O levantamento considera dados de 2013. Uma nova pesquisa está em elaboração e deve ser divulgada em 2019.

Violência nas escolas

Uma pesquisa de 2017 realizada pelo Instituto Locomotiva, a pedido da Apeoesp, Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, diz que 51% dos professores da rede pública estadual paulista já sofreram algum tipo de violência nas escolas em que trabalham. Na pesquisa anterior, referente a 2013, o percentual era de 44%.

Entre os estudantes, o índice dos que afirmam já ter sofrido violência era 28% e subiu para 39%. Além disso, a maioria dos pais, estudantes e professores classifica suas escolas como violentas. Em 2013, 57% consideravam as escolas como violentas. Em 2017, esse percentual subiu para 61%.

Também vale ressaltar que a pesquisa destaca os estudantes da periferia como os mais vulneráveis à violência nas escolas. Enquanto 27% dos alunos de escolas do centro declararam já ter sofrido pessoalmente algum tipo de violência, 42% dos alunos em bairros periféricos disseram já ter sido vítima de violência.

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Primeiros passos

Esse tema é bem delicado e não será solucionado com apenas uma ou outra ação, mas com um conjunto de medidas. Em primeiro lugar, o tema deve ser debatido tanto no ambiente escolar quanto na comunidade. É preciso colocar essa pauta no planejamento pedagógico das escolas no começo do ano e discutir o assunto de forma regular ao longo dos dois semestres.

Uma das minhas propostas para Educação é dar voz às escolas para coordenar soluções que atendam necessidades específicas das comunidades. Além disso, permitir que um professor seja eleito dentro da escola como pesquisador de projetos existentes no governo, nos institutos e nas redes afins.

Nosso olhar deve ser para a criança e a sua família tanto quanto para o professor e sua escola, uma tríade ainda inconsistente. É preciso valorar essa tríade para melhorar a educação e a sociedade.

Por isso, também proponho uma formação continuada para o familiar responsável pela criança, construindo o conhecimento para que o torne participativo e efetivo coeducador de sua criança na escola. Essas ações devem ser feitas desde a educação na primeira infância, quando a criança ainda está na creche.

Há ainda outras ações que podem ajudar a solucionar a violência. Cada uma age de uma maneira e em um tempo específico, mas todas podem convergir para o mesmo lugar. Investimento em cultura e lazer também são muito bem-vindos, porque fazem crianças e jovens se sentirem acolhidos e valorizados.

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Da mesma forma, uma política de valorização dos professores é fundamental. O professor precisa ser respeitado por todas as esferas da sociedade e, inclusive, pelo governo. Conheça melhor minhas propostas para Educação.

Conto com o seu voto para transformarmos São Paulo em um lugar onde todos tenham orgulho de morar. Por uma educação de qualidade, menos violência nas escolas e professores mais valorizados.