Foto: FreeImages

Falta de planejamento, descaso com o dinheiro público e, ainda pior, com nossa população. É assim que enxergo a atual situação das UPAs – Unidades de Pronto Atendimento –, que deveriam estar à disposição das pessoas que mais precisam, 24 horas por dia. Porém, elas não funcionam e, como sempre, quem mais precisa é quem sofre.

As UPAs foram construídas pelo Fundo Nacional de Saúde e as prefeituras ficaram responsáveis manter o atendimento dia e noite. Mas, alegam não têm verba, o que revela o resultado da falta de planejamento no uso do dinheiro público, destinado à saúde.

De acordo com matéria do Jornal Nacional, a Unidade de Pronto Atendimento 24 horas de Votorantim, que ocupa praticamente um quarteirão inteiro, foi construída em 2014, custou R$ 2 milhões ao Ministério da Saúde e receberia pacientes de pelo menos dez bairros no interior de São Paulo. Porém, até hoje não atendeu ninguém…

Os moradores, iludidos, acreditavam que teriam essa opção de saúde para suas famílias, ao mesmo tempo que na mesma cidade outra UPA está pronta desde 2013 e também nunca abriu as portas. O que temos é mato que cresce, ferrugem que começa a deteriorar a estrutura e sujeira por toda fachada.

De acordo com Carlos Laino, secretário de Planejamento e Desenvolvimento de Votorantim, só para deixar uma dessas unidades funcionando hoje, seriam necessários R$500 mil. O quadro pelo restante do país não melhora, pois segundo o Ministério da Saúde temos 145 UPAs prontas e fechadas, inclusive na Zona Leste.

Leia também  Emiliano Zapata e o vereador Eliseu Gabriel se encontram em São Miguel, na Zona Leste de São Paulo

O Ministério da Saúde diz que no estado de São Paulo, nos últimos dez anos, 75 pedidos de instalação de novas Unidades de Pronto Atendimento foram cancelados. E as prefeituras tiveram que devolver os R$ 115 milhões que Governo Federal gastou na construção delas.

Todavia, graças a um decreto do Governo Federal, haverá mais uma chance para os municípios que têm prédios nessa situação. Será possível continuar com as UPAs, sem devolver o dinheiro da construção, se a unidade for utilizada para atendimento na área da saúde.

Por isso, é de extrema importância cuidar verdadeiramente da saúde de nossa população, ao executar adequadamente um planejamento que garanta o funcionamento interrupto das UPAs. Afinal, apenas quem realmente precisa sabe a falta que elas fazem.

Assista a matéria completa sobre o descaso das UPAs no site do Jornal Nacional.