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A falta de informação e de acesso a tratamentos é bem mais preocupante do que pensamos, principalmente entre a população mais pobre. O quadro chega a uma proporção tamanha que algumas das pessoas atingidas chegam a citar que ‘não pode se dar ao luxo de ficar doente, senão morre de fome’. Isso é simplesmente um absurdo e precisa de um basta!

Em matéria para o G1, a jovem Andressa Duvique, 21 anos, de Guaianases, zona leste da capital, confessou para uma conhecida de sua igreja que estava com depressão. A resposta que obteve foi que a doença era uma questão de fé.

“Ela perguntou pra mim ‘Ah, mas você está orando?’, como se isso fosse um problema espiritual, o que não é! É uma questão emocional, o que muitos ainda utilizam para justificar como “frescura”. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão é um problema muito sério, que afeta 11,5 milhões de brasileiros (quase 6% da população).

Além disso, essa não é uma “doença de rico”. A psiquiatra Laura Helena Andrade afirma que a pobreza seria até determinante para uma maior tendência à depressão, e aponta que casos de transtornos mentais são encontrados em todas as classes sociais. E apesar da existência de tratamentos, poucas pessoas recebem ajuda médica (menos de 10% dos casos).

A demora para conseguir um tratamento pelo SUS é outro exemplo de agravante no tratamento gratuito de casos como da depressão. Por isso, precisamos de um novo olhar para a forma com que a população é tratada pelo nosso sistema de saúde, o quanto antes. Mais psicólogos e pontos de atendimento são o pontapé inicial para diminuirmos a quantidade de casos da doença em nosso estado.

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