Há uma relação entre moradia, emprego e transporte. Os três são temas que costumam ser discutidos separadamente. No entanto, um influencia diretamente nos outros, podendo agravar ou melhorar os problemas dos demais. A revitalização do Centro de São Paulo pode colaborar com os três.

Construir casas em áreas distantes, onde não há empregos, por exemplo, faz lotar ainda mais o transporte público, porque as pessoas vão precisar se locomover por longas distâncias. Além disso, será preciso levar escolas, áreas de lazer e hospitais até onde estão essas casas. Ações como essas são de médio e longo prazo. Ou seja, funcionam e são muito bem-vindas, mas demoram anos até que sejam colocadas em prática. E é preciso cobrança para que, de fato, sejam materializadas.

Transporte público lotado

A linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo, que liga as zonas leste e oeste da capital, é conhecida pela superlotação. Isso se deve pela falta de emprego na região. Se houvessem mais empresas na zona leste, as pessoas daqui não precisariam se deslocar por um trajeto tão longo.

Uma pesquisa realizada pelo Moovit, aplicativo voltado à mobilidade urbana, diz que o paulistano leva, em média, 93 minutos para chegar ao trabalho. Também vale citar que esse tempo de deslocamento diminui a qualidade de vida, porque as pessoas já chegam cansadas ao trabalho. Na volta, acontece o mesmo, com o agravante de que ainda costuma haver mais trabalho, como limpeza da casa e preparo do jantar.

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Revitalização do Centro de São Paulo

Esses são alguns dos motivos que me levam a defender a revitalização do Centro de São Paulo. Ocupar essa região com habitação popular resolve parte do problema de moradia, mas não é só isso. Com mais habitação nessa região, o transporte também é desafogado, porque grande parte dos empregos já está no Centro, assim como escolas, hospitais, teatros, cinemas e outras opções de lazer.

O governo pode fazer negociações com proprietários de imóveis vazios, por exemplo, para oferecer habitação popular às famílias de baixa renda. Além de transformar áreas abandonadas em moradia popular com a ajuda de empresas privadas.

Ações como essas só beneficiam a população, porque aproximam as moradias dos lugares com maior oferta de empregos e diminuem o tempo dessas pessoas no transporte público. Claro que essa não é a única medida que deve ter tomada para acabar com o déficit de moradia e melhorar a mobilidade urbana. Para tanto, é necessário uma série de ações e projetos. Cada uma dessas medidas precisa ser discutida e meu objetivo é falar de todas as minhas propostas sobre os temas.

Moradia, emprego e transporte estão mais ligados entre si do que imaginamos. Eu luto por essas causas. Quero transformar São Paulo em um lugar de mais oportunidades, com mais inclusão social e moradia para todos. Conto com a ajuda de vocês. Juntos, podemos ir mais longe!

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