A Assembleia da Moradia, em São Miguel Paulista, recebeu a presença da coronel da PM Eliane Nikoluk, candidata a vice do governador Márcio França. Ela contou sobre as dificuldades que enfrentou no trabalho e disse que decidiu entrar política para ajudar a fazer de São Paulo um lugar melhor. Neste momento, é muito importante falarmos sobre a representação feminina na política, porque o Brasil ainda precisa avançar e dar mais espaço às mulheres.

O Brasil ocupa o 154º lugar em participação política de mulheres nos parlamentos, segundo ranking que analisou 174 países. São 55 das 513 vagas (10,7%) da Câmara Federal e 12 das 81 vagas (14,8%) do Senado ocupadas por mulheres.

As informações são do Mapa Mulheres na Política 2017, feito pela ONU Mulheres em parceria com a União Interparlamentar. O Brasil ficou atrás de quase todos os países latino-americanos, como Nicarágua (5º), México (8º), Equador (11º), Argentina (16º), Costa Rica (27º) e El Salvador (36º). Apenas Belize (183º) e Haiti (187º) tiveram desempenho pior que o Brasil.

Representação feminina em São Paulo

Eliane Nikoluk discursa na Assembleia da Moradia - Representatividade Feminina - Emiliano Zapata 40888

Nas eleições de 2014, as mulheres representaram 28% das candidaturas do estado de São Paulo. Considerando todos os 166 cargos em disputa, foram 898 mulheres e 2.316 homens. No entanto, apenas 17 mulheres se elegeram.

Esses números estão no Mapa Mulheres na Política 2016, elaborado pela Procuradoria Especial da Mulher, do Senado Federal. Vale dizer que, apesar do baixo número de mulheres eleitas, o eleitorado feminino foi de 52,4% em 2014. Ou seja, maioria.

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Entretanto, o número de candidatos eleitos foi quase nove vezes (8,90) o de eleitas. Na comparação entre homens e mulheres, os homens tiveram 4,14 vezes mais chances de serem eleitos do que as mulheres.

No estado de São Paulo, a chance de uma mulher ser eleita em relação a um homem aumentou de 1998 para 2002. Contudo, desde então, apresenta queda: 0,52 em 2006, 0,45 em 2010 e 0,24 em 2014.

Evolução do Brasil

O Brasil está na lanterna (161ª posição) de um ranking de 186 países sobre a representação feminina no poder executivo, atrás de todos os outros países do continente americano.

O levantamento analisou a evolução histórica da participação feminina no poder Executivo de 1940 até hoje. Em 1º lugar, está a Nova Zelândia, seguida do Chile e Reino Unido,

O estudo foi realizado pelo Projeto Mulheres Inspiradoras, que atua pela participação feminina nos espaços de poder. Foram cruzados dados fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ONU e Banco Mundial.

Vale lembrar que o direito ao voto foi conquistado quase ao mesmo tempo para homens e mulheres na Nova Zelândia. Em 1889, homens podiam votar e ser votados. Quatro anos depois, em 1893, o mesmo valia para mulheres.

Já no Brasil, enquanto homens puderam votar e ser votados a partir de 1891, as mulheres só conquistaram esse direito em 1932. Isto é, 41 anos depois.

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Minha luta

Luto por oportunidades iguais para todos. Uma das minhas propostas é a capacitação e estímulo à inserção das mulheres na política e em espaços de poder. Vocês podem conhecer melhor minhas propostas para a Causa Feminina.

Apesar de não ser mulher, defendo as pessoas que não têm voz. E não há como negar o fato de que as mulheres ganham menos e sofrem preconceito no mercado de trabalho. Além disso, o número de casos de violência doméstica e feminicídio têm crescido muito nos últimos anos.

Sou morador da Zona Leste e na periferia todos esses problemas costumam ser mais intensos. No entanto, conto com o seu apoio para, juntos, transformarmos São Paulo em um lugar de mais oportunidades para todos.

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