Este não é um tema novo, há um acordo mundial quanto à importância da educação para a primeira infância. Atualmente, temos acirradas discussões, com muitos prós e contras, entre institutos, redes pensantes e atuantes, e as esferas governamentais, cada um com suas razões.

Temos visto aumentar, a cada dia, a necessidade de vagas em creches ao mesmo tempo em que cresce o número de pessoas desiludidas pelos sistemas educacionais em vigor.

O que podemos fazer em meio a tudo isso? Nosso olhar deve ser para a criança e a sua família tanto quanto para o professor e sua escola, uma tríade ainda inconsistente. É preciso valorar essa tríade para melhorar a educação e a sociedade.

Mas como dar essa consistência entre todo o conhecimento que existe e a prática de que tanto necessitamos? Se quisermos uma educação melhor, esta tem que alcançar todos: criança, família e professor. Sair do modelo estático para o ativo. Não existe mágica, mas um caminho a ser perseguido, por exemplo:

1) Formação continuada para as práticas do brincar, do letramento e do desenvolvimento cognitivo/social/cultural.

2) Formação continuada para o familiar responsável pela criança, construindo o conhecimento para que o torne participativo e efetivo coeducador de sua criança na escola.

3) Permitir que a escola – independentemente de sua condição física, espacial e material – se torne um espaço de construção participativa e colaborativa. Estas ações assertivas são lastreadas pelas formações contínuas.

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4) Permitir que um professor fosse eleito dentro da escola como pesquisador de projetos existentes no governo e nos institutos e nas redes afins.

5) E que seja um estudioso na busca da qualidade para as formações na constelação família e escola.

6) Formar uma direção forte, coletiva e protagonista da qualidade de todos para transformar o sonho em realidade.

Pensar definitivamente que ações não necessitam tanto do lastro financeiro, mas da capacidade fundamental de formar-se para formar, de inteirar-se para inteirar, seja a família como uma escola em si, mas ter a criança como verdadeiramente a pessoa mais importante na formação de uma sociedade.

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