Falta de experiência profissional e de capacitação para o mercado de trabalho são os principais problemas enfrentados pelos jovens. Em tempos de desemprego, são exatamente eles que mais sofrem com a escassez de vagas.

A taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos é de 26,6% no 2º trimestre deste ano, mais do que o dobro da média geral, de 12,4%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Jovens desempregados

Entretanto, a maior taxa de desemprego é da população com idade entre 14 e 17 anos, que chegou a 42,7%, mais do que o triplo da taxa geral. Todavia, a legislação brasileira restringe a atuação profissional nesta faixa etária. Ou seja, deve ser exercida sob condições específicas, como menor aprendiz, por exemplo.

O Brasil registrou 13 milhões de desempregados no 2º semestre. Desse total, 32% têm entre 18 e 24 anos, o que corresponde a um contingente de 4,1 milhões de jovens em busca de emprego.

Esse número só é superado pelos trabalhadores com idade entre 25 e 39 anos, que correspondem a 34,6% do total de desempregados, cerca de 4,5 milhões. Juntos, esses dois grupos respondem por 67% dos desempregados no país.

América Latina

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Brasil tem o maior percentual de jovens desempregados da América do Sul.

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Além disso, o relatório diz que um a cada quatro jovens brasileiros não trabalha e não estuda. Isso significa que falta oportunidade de empregos e também de estímulo à educação no país.

Vale dizer que, na América Latina, só o Haiti tem índice geral de desemprego maior que o Brasil. Contudo, entre os 189 países avaliados pela ONU, o Haiti tem o 168º maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Já o Brasil ocupa o 79º lugar no ranking.

Ensino técnico

Uma das minhas propostas são políticas de apoio ao jovem e cursos técnicos para diminuir a evasão escolar e incentivar o primeiro emprego. Além da expansão de vagas no ensino técnico.

De acordo com dados do Instituto Proa, 85% dos estudantes que passam pelos seis meses de programa profissionalizante da entidade conquistam a tão sonhada vaga no mercado de trabalho.

Entre as matérias ensinadas estão informática e práticas administrativas. Ou seja, habilidades que capacitam os jovens às novas demandas provocadas pela tecnologia. Qualificação é o caminho para a empregabilidade

Cursos técnicos e práticos têm que ser oferecidos gratuitamente em todo o estado de São Paulo. A mudança que o cidadão precisa ter com urgência começa na educação e continua na empregabilidade.

Conto com o seu voto para termos mais jovens com formação profissional e mais vagas de trabalho. Conheça melhor minhas propostas para Emprego.

No dia 7 de outubro, vote 40.888.

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