É na educação infantil que se formam as bases de aprendizado que serão utilizadas ao longo de toda a vida. Na primeira infância, a criança toma consciência de si, do mundo e dos outros. Inicia o desenvolvimento social, cognitivo e motor.

Contudo, muitas crianças nesse período não conseguem atingir seu pleno potencial por estarem expostas a diversos fatores negativos, como violência , subnutrição, pobreza e aprendizagem inadequada.

Estudo da Unicef diz que seis em cada dez crianças no Brasil vivem em situação precária. Isso quer dizer que cerca de 32,7 milhões de crianças estão expostas a vulnerabilidades. Essa pesquisa inclui não somente indicadores de renda per capita, mas também o cumprimento de direitos fundamentais garantidos na lei.

Conhecimento com brincadeiras

A melhor maneira de estimular as crianças é de forma lúdica, por meio de brincadeiras e jogos. Assim, aprendem de maneira prazerosa. Por isso, as brincadeiras devem ser pensadas e feitas com o objetivo de aumentar as interações sociais e desenvolver o sistema cognitivo, que envolve pensamento, linguagem, percepção, memória, raciocínio, entre outros.

Primeiros anos da educação

Estímulos motores, afetivos e sociais são de muita importância na primeira infância. Uma pesquisa americana mostrou que 67% das crianças que tiveram acesso à educação desde cedo registraram QI acima de 90. Já no grupo que pulou essa etapa, apenas 28% atingiram esse patamar.

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Outro estudo americano diz que nessa fase é possível estabelecer até 700 novas conexões neuronais por segundo, praticamente o dobro de sinapses executadas aos dez anos de idade, segundo a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. Isso quer dizer que é muito importante ter uma atenção especial ao desenvolvimento infantil exatamente nessa faixa etária.

Além disso, crianças expostas a mais oportunidades de desenvolvimento nesse período têm maiores chances de serem cidadãos com menor propensão ao envolvimento com tabagismo, alcoolismo, criminalidade e violência, além de precisarem menos da ajuda do governo para sobrevivência, diz estudo coordenado pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.

Panorama da educação infantil

Segundo o Plano Nacional de Educação (PNE), o Brasil precisa garantir que 50% das crianças de até 3 anos estejam matriculadas em creches até 2024. Os dados da Pnad mostram que o índice de crianças matriculadas nessa idade chegou a 32,7% em 2017, considerando a média nacional.

Entretanto, vale citar que 33,9% das crianças de 0 a 3 anos mais pobres do Brasil estão fora da creche porque não existe vaga ou creche perto de onde moram, segundo IBGE. Já no grupo dos 20% com a renda mais alta, esse problema só atinge 6,9% das crianças. Ou seja, esse estudo mostra que a renda familiar e as desigualdades sociais interferem diretamente no fato das crianças estarem ou não na escola.

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Como dizem, só é possível ser criança uma vez. Inúmeros estudos mostram como é importante que o governo dê atenção à educação infantil para, inclusive, ter menos gastos futuramente. É preciso que os professores e cuidadores possam ter especializações nessa área. As atividades devem ser lúdicas e ajudar no desenvolvimento das crianças.

A educação é uma das minhas principais bandeiras porque acredito que nela está o futuro do país. Eu quero ser a voz que irá lutar por mais direitos e inclusão social em São Paulo. Juntos, podemos fazer muito por nosso estado.

Você pode saber mais sobre o que penso a respeito de Educação neste vídeo: