Minhas propostas para o emprego

  • Facilitar a entrada dos jovens no mercado de trabalho – primeiro emprego ou estágio – com a expansão de oferta de vagas no ensino técnico.
  • Propor políticas de apoio para jovens de cursos técnicos para diminuir evasão escolar e incentivar o primeiro emprego.
  • Apoiar obras de infraestrutura para geração de empregos a curto, médio e longo prazo.

Todos nós temos nossos sonhos profissionais, mas nem todos conseguem oportunidades de trabalho e a maioria não chega a se especializar na carreira que deseja. Muito mais do que ter um emprego, nos dias de hoje, é preciso ter Empregabilidade – capacidade de se adequar ao mercado de trabalho com suas constantes mudanças tecnológicas. Para isso é muito importante que o governo, por meio das políticas públicas, crie novos cursos e capacitações, pois os dados sobre o desemprego são realmente alarmantes.

São Paulo é visto como o “estado do trabalho” pela maioria dos habitantes de outros lugares do país. Falta emprego para 27,7 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do IBGE de maio de 2018. A taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2018, em São Paulo, foi de 14%, com queda de 0,2 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre de 2017.

Em contrapartida, foi o único estado com perda significativa de vagas com carteira assinada, de 2,5%, ou cerca de 300 mil pessoas. Um cenário preocupante não só para a região, porque o que acontece em São Paulo no presente pode se refletir no restante do país.

Emprego: Carteira assinada

O Brasil perde 1 milhão de vagas formais por ano e o número de trabalhadores com carteira atingiu o menor nível da série histórica, iniciada em 2012. De acordo com a Fundação Seade, o extremo leste teve a taxa mais alta de desemprego do município de São Paulo em 2017, com 20,2%.

O desemprego entre os trabalhadores que são chefes de família também faz os jovens entrarem mais cedo no mercado de trabalho para ajudar na renda familiar. No entanto, muitas vezes são jovens que ainda nem concluíram o ensino médio.

Por falta de qualificação, irá em busca de empregos precários, que oferecem remuneração abaixo da média. A chance de abandonar os estudos para se dedicar apenas ao trabalho é enorme. Haverá mais pessoas à procura de emprego, porém sem capacitação para as melhores vagas. Vale ressaltar que o salário aumenta, em média, 15% para cada ano de estudo completo, segundo pesquisa da FGV.

Além disso, o desemprego também aumenta a informalidade. O número de trabalho sem carteira assinada cresceu 2,6% no 2º trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior e 3,5% se comparado com o mesmo período do ano passado, segundo estudo do IBGE.

É importante lembrar que trabalhar sem carteira assinada significa deixar de ter inúmeros benefícios, como férias, 13º salário, contribuição do FGTS, salário-maternidade, auxílio-doença, seguro-desemprego, entre outros.

Capacitação

Em outra pesquisa, a Rede Nossa São Paulo e o Ibope levantaram neste ano que, em toda a zona leste, 53% das pessoas dizem não encontrar emprego na região. Esse desemprego é mais comum em áreas periféricas e que se caracterizam pelo predomínio de famílias com mais jovens e com elevada vulnerabilidade, segundo a Fundação Seade.

As áreas com taxas de desemprego mais elevadas em São Paulo abrangem bairros como Ermelino Matarazzo, Ponte Rasa, Itaquera, São Mateus, Itaim Paulista, Cidade Tiradentes, José Bonifácio, Parque do Carmo, Guaianazes (Zona Leste), Cidade Ademar, Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim ngela, Cidade Dutra, Grajaú, Parelheiros e Marsilac (Zona Sul).

Entretanto, além dos números de desemprego, a falta de qualificação é comprovada em todas as zonas de São Paulo e no país. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), estima-se que 10,6% dos brasileiros entre 15 e 29 anos não possuem sequer formação básica.

Falta emprego para o jovem

Em janeiro de 2018, 50 mil vagas estavam abertas e as empresas não conseguiram preenchê-las por falta de qualificação dos candidatos, principalmente nos segmentos comercial, de tecnologia da informação e de finanças. Isso precisa mudar!

Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os jovens têm o maior peso entre os desempregados, mesmo sem serem a maioria dos trabalhadores no Brasil. Eles representam 54% do total de desempregados e a capacitação é o maior limitador em seleções, pois 25% dos que contratam citaram a falta de qualificação como obstáculo. A empregabilidade vai transformar esses números, com educação e trabalho!

Hoje, os cursos preparatórios para o mercado de trabalho no estado de São Paulo existem, mas não são frequentes e nem acessíveis para todos. Um dos raros exemplos, com dez anos de atuação na capital paulista, o Instituto Proa, organização não governamental, com apoio do Senac, preparou cerca de 3,9 mil jovens para o mercado de trabalho.

De acordo com dados do Proa, 85% dos estudantes que passam pelos seis meses de programa profissionalizante da entidade conquistam a tão sonhada vaga no mercado de trabalho. Entre as matérias ensinadas estão informática e práticas administrativas – ou seja, habilidades comportamentais sendo oferecidas para capacitar pessoas às novas demandas provocadas pela tecnologia. Qualificação é o caminho para a empregabilidade em todo o estado!

Cursos técnicos e práticos têm que ser oferecidos em todas as zonas de São Paulo, gratuitamente. A mudança que o cidadão de São Paulo precisa ter com urgência começa na educação e continua na empregabilidade.

Mais empregos

Há também outra forma de diminuir o desemprego. Obras de infraestrutura, seja nas áreas de educação, mobilidade, segurança ou saúde, dão mais qualidade de vida às pessoas. Mas não é só isso, também ajudam a gerar emprego e a melhorar a economia. Assim, obras públicas paralisadas podem ser retomadas e outras novas podem ser construídas, principalmente para atender regiões mais carentes.

Ou seja, apoio obras de infraestrutura no estado também como maneira de gerar mais empregos. Além disso, defendo o aumento de vagas no ensino técnico para dar capacitação aos jovens e qualificar o mercado de trabalho. Educação com capacitação possibilitará os melhores resultados para São Paulo, porque trará como consequência a formação de melhores profissionais.