O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil é o 79º no mundo, segundo a ONU. Já na América do Sul, o Brasil é o 5º, com 0,759. Perde para Chile (0,843), Argentina (0,825), Uruguai (0,804) e Venezuela (0,761). No entanto, é o terceiro ano seguido que o país ocupa essa posição. Ou seja, está estagnado. Além disso, quando se fala exclusivamente de desigualdades, o Brasil cai 17 posições.

O IDH leva em conta renda, educação e saúde. O ranking analisou 189 países. Em 1º lugar está a Noruega, com 0,953, seguida pela Suíça (0,944) e Austrália (0,939). O índice é medido pelo Programada das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e vai de 0 a 1. Quanto maior, mais desenvolvido é o país.

Desigualdades

O Brasil apresentou melhoras, como na expectativa de vida, que subiu de 75,5 em 2015 para 75,7 em 2017. A renda nacional bruta (RNB), dimensionada em dólar, subiu de US$ 13.730 para US$ 13.755. Contudo, ainda não alcançou o valor registrado em 2015, de US$ 14.350.

O maior problema é visto quando o IDH é avaliado levando em conta as desigualdades do país. O Brasil passa de 0,759 para 0,578 e perde 17 posições no ranking. Isso representa uma queda de 23,9%. Entre os países da América Latina, o Brasil é o terceiro que mais perde percentualmente nesse índice. Atrás está o Paraguai (25,5%) e a Bolívia (25,8%).

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Há um índice separado para calcular as três dimensões que medem a desigualdade. O pior no Brasil é a distribuição de renda (0,471), seguida pela desigualdade na educação (0,535) e expectativa de vida (0,765).

Se considerado o coeficiente que mede a concentração de renda, o Brasil é o 9º país mais desigual do mundo. Fica atrás apenas de países africanos. As diferenças de renda são constatadas também por gênero.

O IDH dos homens brasileiros é de 0,761 e das mulheres é de 0,755. No entanto, elas têm mais anos esperados de escolaridade (15,9 contra 14,9 dos homens) e maior média de anos de estudo (8 anos contra 7,7 dos homens). Contudo, a renda nacional per capita da mulher é 42,7% menor que a do homem.

Políticas públicas

A ONU classifica o Brasil no grupo dos países com alto desenvolvimento humano. A escala divide os países analisados com IDH muito alto, alto, médio e baixo. Entretanto, o Brasil cai para categoria de médio quando o índice é ajustado às desigualdades.

Ou seja, desigualdade social é o item que mais prejudica o desempenho do nosso país. Por isso, são necessárias políticas públicas de inclusão para que as pessoas tenham oportunidades iguais.

Para quem não sabe, políticas públicas são ações, medidas e programas desenvolvidos pelo estado para garantir e colocar em prática os direitos que são previstos na Constituição Federal e em outras leis.

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Segundo pesquisa do IBGE, 11,4 milhões de pessoas são moradores de favelas. Esse número representa 5,6% do total de domicílios brasileiros. Em todo o país, foram identificadas 6.329 favelas espalhadas em 323 municípios.

Realizar o sonho de ter um lar próprio, com rede de esgoto, saneamento básico, entre outros serviços públicos essenciais, não vai acontecer para a maioria das pessoas se não houver programas de moradia. Mesmo que elas trabalhem a vida inteira, esse continuará sendo um sonho muito distante da realidade.

Cabe ao governo conceder subsídios e créditos para as famílias de baixa renda. É preciso ter uma Política Pública pelo Direito à Moradia. Dessa forma, as pessoas podem comprar uma casa de acordo com a renda que possuem.

Falta alguém comprometido com a causa da moradia para propor ações objetivas, cobrar e fiscalizar o governo sobre as verbas destinadas à habitação. Eu quero ser essa voz. Conheça minhas propostas para Moradia. Conto com o seu voto para, juntos, lutarmos por mais inclusão social e oportunidades para todos.

Veja também minhas propostas para Educação, Emprego, Causa Animal, Mobilidade Urbana e Causa Feminina.