A pobreza e a desigualdade social aumentaram no Brasil nos últimos quatro anos, segundo pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Há 23,3 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza, com rendimentos menores do que R$ 233 por mês.

Esse número é maior do que a população do Chile e representa 11,2% da população brasileira. A miséria subiu 33% no período do final de 2014 até junho deste ano. São 6,3 milhões de novos pobres.

Desigualdade social

Entre 2015 e 2018, a renda média mensal do brasileiro caiu 3,4%, segundo a pesquisa PNAD Contínua. Entretanto, essa queda foi mais acentuada entre jovens. A renda das pessoas com idades entre 15 e 19 anos caiu 20,1% nesse período e 13,9% entre os de 20 e 24 anos.

O estudo apontou também que entre as pessoas com ensino médio incompleto, a renda média caiu 11,6%. Entre os responsáveis dos domicílios, a queda foi de 10,3%. Esse levantamento mostra que o rendimento caiu para todos. Contudo, a queda foi maior para quem já ganha pouco.

A pobreza voltou aos níveis do começo da década (2011). Ou seja, especialistas já começam a dizer que essa década foi perdida na questão do combate às desigualdades sociais. Desde 1989, o Brasil não registrava mais de três anos de aumento consecutivo de desigualdade. A piora na performance social do Brasil também ajuda a explicar o mau desempenho econômico.

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Sonho da casa própria

O sonho da casa própria está muito distante da realidade para essas pessoas. O crescimento da desigualdade social só piora esse quadro. No entanto, a moradia é um direito reconhecido, desde 1948, pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e confirmado pela Constituição Federal Brasileira, em 1988.

É preciso ter políticas públicas que ajudem o cidadão na compra da casa, de acordo com a renda que cada um possui. Para quem não sabe, políticas públicas são ações, medidas e programas desenvolvidos pelo estado para garantir e colocar em prática os direitos que são previstos na Constituição Federal e em outras leis.

As grandes empreiteiras têm candidatos eleitos para defender o interesse delas. Entretanto, falta um candidato do povo, comprometido em defender a expansão de projetos de construção de casas populares. Eu quero ser essa voz em defesa da moradia popular.

Conto com seu apoio. São Paulo precisa de alguém que conheça os problemas das zonas periféricas e lute pelos interesses do povo. Convido todos a lerem minhas propostas aqui no site. Juntos, podemos ir mais longe.

Leia mais sobre minhas propostas para Moradia.