O Brasil registrou 13 milhões de desempregados no 2º trimestre deste ano. Isso significa que 12,4% da população economicamente ativa estão procurando emprego. Entretanto, esse percentual é maior entre mulheres.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. A taxa de desemprego entre mulheres é de 14,2%, acima da média nacional (12,4%). Contudo, entre homens é de 11%, abaixo da taxa geral.

Mulheres negras

Outra pesquisa mostra o recorte do desemprego por gênero e cor durante a crise. Entre o 4º trimestre de 2014 e igual período de 2017, a taxa de desocupação entre as mulheres negras passou de 9,2% para 15,9%, aumento de 6,7 pontos percentuais.

Já o desemprego entre as mulheres brancas subiu de 6,2% para 10,6% no período analisado, alta de 4,4 pontos. O estudo foi feito pela economista e professora da Unicamp Marilane Teixeira, com base em dados do IBGE.

Entre os homens negros, o desemprego passou de 6,3% para 12,1%, aumento de 5,8 pontos. Contudo, a população branca masculina é a que registrou a menor taxa de desemprego e também a menor alta. O índice passou de 4,6% para 8,5%, aumento 3,9 pontos.

Menor nível de ocupação

As mulheres são a maioria entre a população em idade de trabalhar, com 52,4% da força de trabalho em potencial. No entanto, são os homens que predominam entre as pessoas ocupadas em todas as regiões do país, com 56,3% do total.

Leia também  Educação e capacitação para combater o desemprego

O nível da ocupação dos homens no Brasil é de 63,6% e o das mulheres de 44,8%, segundo estudo da Pnad Contínua. Costuma sobrar para a mulher o trabalho de limpar a casa e cuidar dos filhos. Assim, muitas não são inseridas no mercado de trabalho.

Também vale dizer que as mulheres dedicam 18 horas semanais aos cuidados domésticos, 73% mais tempo do que os homens (10,5 horas), segundo o IBGE. Entretanto, os afazeres domésticos não são remunerados.

Existe um conceito machista de que limpar e cuidar da casa é tarefa apenas feminina. Da mesma forma, também é errado dizer que o homem ajuda a mulher em casa, pois se ambos moram no mesmo lugar, as tarefas deveriam ser divididas. Não se trata de ajudar, mas de colaborar na mesma medida.

Apesar de ser homem, apoio a causa feminina porque não há como ficar imune a tantas desigualdades. Além disso, sou da Zona Leste, onde os problemas costumam ser maiores. Na periferia, a realidade é ainda mais cruel.

Eu luto por oportunidades iguais para todos. Entre minhas propostas, estão ações de conscientização e combate ao machismo, além de capacitação e estímulo à inserção das mulheres na política e em espaços de poder. Conheça mais sobre minhas propostas para a Causa Feminina.

Conto com o seu voto para, juntos, combatermos as desigualdades.

Leia também  Mais da metade dos adultos brasileiros não conclui o ensino médio