FOTO: Hotel Central / saopauloantiga.com.br

Não estou nem um pouco satisfeito com a realidade da moradia em São Paulo e cada vez mais convencido de que essa luta precisa de urgente transformação para que, assim como a Zona Leste, todas as zonas de São Paulo tenham o Direito pela Moradia – de fato –, efetivado com projetos que realmente dão certo. O povo quer casa, precisa de casa, tem que ter casa! São Paulo precisa do Direito pela Moradia!

Em uma matéria do G1, podemos ver que 27 prédios foram oficialmente vistoriados, onde a prefeitura diz ter visitado mais construções (porém, não informa quantas) e números concretos não são divulgados, sem falar que pouquíssimas famílias são beneficiadas pela bolsa aluguel da prefeitura após as desocupações. Como se isso não fosse o bastante, existe um acordo entre a prefeitura e lideranças de movimentos para não divulgar informações sobre o levantamento de dados a situação das ocupações. Com isso, me pergunto: o que acontecerá com as demais famílias atingidas?

A moradia é uma necessidade fundamental para todos os seres humanos e, mais do que essa necessidade, é um direito reconhecido desde 1948 pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e confirmado pela Constituição Federal Brasileira em 1988. Além disso, São Paulo enfrenta uma triste realidade: há mais casas vazias do que famílias sem moradia. Dados oficiais revelam que existem 290 mil imóveis não habitados em São Paulo – isto sem contar as habitações irregulares ou precárias que não entram nas estimativas –, enquanto 130 mil famílias não têm onde morar.

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Se as Políticas Públicas são as atividades dos governos que influenciam diretamente a vida de nós, cidadãos, é necessário começar pelo chão: lar para morar. É de um ponto de partida que precisamos, e pelo Direito pela Moradia eu luto e vou lutar cada vez mais!

Para saber mais sobre o levantamento de dados, visite a matéria completa do G1 aqui.