Cursos pré-vestibulares populares são uma boa opção para que estudantes de escolas públicas possam ingressar no ensino superior. Há um abismo entre o desempenho de alunos da rede estadual e privada, mas esses cursos ajudam a amenizar essa diferença.

Claro que alguns meses de estudo não podem fazer com que o aluno entenda tudo o que não aprendeu em anos de um ensino precário. Contudo, é uma forma de rever conteúdo, tirar dúvidas e aumentar as horas de estudo. Além de ensinar técnicas de foco para que o estudante consiga resolver todas as questões dos vestibulares no tempo estipulado.

Também vale dizer que a metodologia de ensino de um cursinho pré-vestibular é diferente. O objetivo é prender a atenção de todos e fazer com que as aulas sejam leves e divertidas. Além disso, reúne jovens com o mesmo intuito: cursar uma universidade. Ou seja, dividem medos e dúvidas similares.

Mais oportunidades

É importante lembrar que a Lei de Cotas, sancionada em agosto de 2012, garante a reserva de 50% das matrículas em universidades e institutos federais para alunos que estudaram na rede pública de ensino. Deste percentual, 25% das vagas são destinadas também para negros, pardos e indígenas.

Desde 2013, quando a lei passou a valer, o número de matrículas nas universidades federais oriundas de estudantes de escolas públicas subiu de 50.146 para 127.282, alta de 154%, segundo MEC.

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A USP também está em processo para seguir os mesmos passos, mas de forma escalonada para, até 2021, oferecer metade das vagas à rede pública. Neste ano, a oferta é de 37% das vagas. Esse percentual vai subir para 40% em 2019, 45% em 2020 e 50% em 2021.

Inclusão social x cursos pré-vestibulares

Essas medidas são muito importantes para aumentar a inclusão de jovens da rede estadual no ensino superior. E tão importante quanto é que haja cada vez mais cursinhos pré-vestibulares populares para auxiliar os alunos, pois sabemos que há diferenças de desempenho entre as escolas.

E só quem já prestou vestibular sabe que essa não é uma época fácil. Há cobranças, ansiedade e um volume enorme de disciplinas para estudar. Contudo, com paciência, esforço, determinação e muito estudo, é sim possível passar nas universidades públicas.

Claro, o ideal é que as escolas públicas fossem muito boas e que não houvesse a necessidade de cotas. Da mesma forma, talvez não fosse necessário cursinho pré-vestibular. Mas esse ideal não reflete a realidade hoje.

As oportunidades não são iguais para todos. Portanto, por ora, esses cursos gratuitos são muito importantes para ajudar os alunos nessa fase de vestibular, assim como as cotas. Por isso, defendo o aumento do número desses cursos, seja por ações públicas e/ou privadas.

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A minha luta é por inclusão social. Eu represento as vozes dos que são esquecidos pelo governo. Luto por mais políticas públicas. E a educação é primordial para tornarmos São Paulo um lugar de mais oportunidades para todos. Juntos, podemos ir muito longe!