Foto: FreeImages

Quando insisto que o investimento na educação é o melhor caminho para mudar o futuro de nosso estado, como também de nosso país, não falo apenas na teoria. E já temos a prova disso em resultados existentes no atual quadro do ensino público, imagine então se a educação tomar um rumo ainda melhor.

Pois bem, deixe-me explicar melhor. O Ministério da Educação resolveu não apenas alterar a Base Nacional Comum Curricular, como também ampliá-la. A Base define o que os alunos de escolas públicas e particulares devem aprender na educação básica. Quando for aprovada, haverá um prazo para tirá-la do papel, porém o tempo médio é de dois anos para que os estados adaptem seus currículos.

Na prática, 60% do conteúdo será comum a todos os estudantes, enquanto os 40% restantes serão flexíveis e poderão ser escolhidos pelo aluno, a partir da oferta de cinco áreas: linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza e educação profissional.

Assim, é possível que o aluno possa se aprofundar em áreas específicas de seu interesse, e visar um melhor conhecimento para seu futuro. Afinal, se o estudante puder se concentrar nos estudos, certamente os resultados virão. Basta pegar os exemplos de verdadeiros campeões já beneficiados em programas sociais do governo.

Vamos tomar como exemplo a história de Rodrigo do Nascimento, de 19 anos, revelada em matéria para a Folha de São Paulo. Em 2016, o jovem já teve quatro empregos e no mais recente ele trabalhava 12 horas por dia em um mercadinho, sem carteira assinada, com apenas um dia de folga. Mesmo nesse tempo, fez curso técnico em administração e iniciou outro em informática.

Leia também  Segundo episódio da série Zapata na ZL traz o tema “Esporte e Lazer para a Zona Leste"

A dedicação de sempre do morador da interiorana Capela do Alto, em São Paulo, deu retorno: Rodrigo é hexacampeão da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) e tem um sonho: cursar engenharia mecânica na Universidade Federal de São Carlos.

Mesmo com seu maior empecilho, a pobreza, ele pode se dedicar aos estudos e partir em busca de seus sonhos, graças ao apoio que sua família recebe do Bolsa Família. Imagine então se ele pudesse escolher sua grade curricular e ter um foco ainda maior. Com o foco e investimento corretos, podemos ter milhares de Rodrigos entre nossos alunos e alunas.

Para conhecer outras histórias além da de Rodrigo, veja a matéria completa da Folha.