Mobilidade urbana é um dos grandes desafios do estado de São Paulo. Isso porque a correria do dia a dia muitas vezes implica em deslocamentos de longa distância em um curto espaço de tempo. Além disso, nem sempre o transporte público atende às necessidades de todas as pessoas.

Por isso, os aplicativos de mobilidade desempenham um importante papel na rotina do estado dono da maior economia do Brasil. Aqui, todas as formas de transporte são muito bem-vindas. Cada uma com sua função em diferentes momentos.

Apps de mobilidade

Os aplicativos se destacam pela praticidade e agilidade. Contudo, ainda vão além. Há lugares mais afastados em que é difícil passar um táxi. Dependendo do horário, também não há mais transporte público em muitos locais. Ou seja, esses aplicativos trazem muita facilidade no deslocamento. Essa facilidade, faz, inclusive, muitos questionarem a necessidade de ter um carro próprio.

Esses apps são também uma forma de renda para muitas pessoas que estão desempregadas. Ou seja, trata-se de uma categoria em crescimento que necessita da nossa atenção. São eles que nos socorrem em momentos de urgência e nos levam para onde precisamos.

O Sindicato dos Motoristas de Aplicativos do Estado de São Paulo existe para representar a classe e buscar melhorias nessa nova forma de trabalho. Afinal, é uma profissão que também tem problemas.

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Riscos

Um exemplo disso é que o número de assaltos a motoristas de aplicativo no estado de São Paulo cresceu 18,5% no 1º trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2017, segundo a Secretaria Estadual de Segurança.

Na comparação anual, também há aumento. O número de roubos a esses motoristas no estado aumentou de 1.123 em 2016 para 3.952 em 2017. Isso significa uma alta de 251,9%, segundo o mesmo relatório.

Entretanto, vale ressaltar que essa elevação começou, talvez não coincidentemente, quando passaram a aceitar dinheiro como forma de pagamento. Essa ação beneficiou os passageiros que não têm cartão de crédito. Porém, se prejudicou os trabalhadores, algo precisa ser feito.

Receber dinheiro entrou em vigor na segunda metade de 2016. Os assaltos também aumentaram a partir desse período. No 1º semestre de 2016, foram registrados 86 casos. Já no semestre seguinte, em que os motoristas passaram a trabalhar com dinheiro no carro, até para poder dar troco, o número de roubos subiu para 1.037, segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança.

Medidas alternativas

Em contrapartida, uma das sugestões do Sindicato para dar mais segurança à classe é que seja criado uma espécie de Bilhete Único. Dessa forma, as pessoas que não desejam fazer pagamento com cartão de crédito poderiam comprar esse bilhete em bancas de jornais, padarias e farmácias, por exemplo, e carregar com a quantia de dinheiro que desejam.

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Esses bilhetes seriam incluídos nas plataformas de aplicativos. Assim, tanto usuários quanto motoristas ficariam mais seguros na viagem. A categoria também possui outras reivindicações para melhorar as condições de trabalho, como recurso para o INSS, a fim do motorista não ser prejudicado em caso de afastamento por motivos de doença e acidente de trânsito, entre outras exigências.

Os aplicativos de mobilidade já se mostraram como muito úteis e passaram a fazer parte da nossa rotina. Entretanto, assim como em qualquer profissão, ainda são necessárias muitas mudanças. Ou seja, eles precisam de atenção.

Eu quero lutar por essa classe, pois acredito que quanto mais diversificadas forem as formas de transporte, mais o cidadão ganha. Juntos, podemos transformar São Paulo em um lugar cada vez melhor para se viver. E, claro, com mais mobilidade urbana.

Entenda um pouco mais sobre mobilidade urbana, a importância dos aplicativos de mobilidade e o Sindicato dos Motoristas de Aplicativos neste vídeo: