Conflitos são frequentes na vida cotidiana, seja em casa, no trabalho e – claro – infelizmente no universo da política isso não é diferente.

Na atual situação política, econômica e (por que não) sentimental do país, onde o fanatismo partidário ou a incompreensão generalizada daqueles que se julgam ‘maioria’ está se sobressaindo mais do que a verdade, tenho visto muitos gestos de violência – tanto física quanto oral. Por isso, trago essa reflexão a favor do diálogo e das divergências de ideias e defesas – que podem e devem ser saudáveis e, sim, existir.

O diálogo deve ser uma via de duas mãos, onde um deve ouvir o outro, sem interrupções e sempre considerando que cada cabeça pensa de um jeito, cada um tem um ponto de vista a defender e argumentar. Esse é o poder da palavra, essa é a maior troca de uma relação: a opinião e a autenticidade de cada ser humano. Mas, claro, em um diálogo devem prevalecer o respeito e a calma.

Sendo assim, a abertura de diálogo em situações difíceis é a melhor estratégia para resolver os problemas – pessoais ou profissionais. Eu acredito que, mais do que respeitar o outro e as opiniões contrárias, conseguir escutar, interpretar, filtrar, complementar e argumentar façam parte da formação de caráter e da disseminação de valores – principalmente quando o assunto é política, que as pessoas não entram a fundo, não checam, não investigam o passado e só se baseiam em ideais prematuros ou provindos da mídia.

As redes sociais estão enfestadas de sinais de violência, as pessoas não estão dialogando e só querem saber se uma coisa: ter razão e é, então, que surge o problema da discórdia, o conflito e – consequentemente – a violência até mesmo entre colegas e, antes, amigos. Atualmente, muitas situações se complicam por falta de um diálogo franco e aberto e um problema que poderia ter sido resolvido em minutos acaba se arrastando por dias, semanas, meses e anos. O que fazer?

Nada nunca vai substituir o diálogo, o olho no olho, a comunicação verbal. Evite resolver assuntos difíceis, extensos, completos e detalhistas pelas redes sociais, por meios eletrônicos, e-mails, mensagens ou telefones. Sempre que se deparar com uma situação difícil, onde envolve uma ou várias pessoas e tiver que tomar decisões, provoque o diálogo, esteja aberto para o que vier e procure chegar a um consenso.

As ferramentas de comunicação nos ajudam bastante, sobretudo em uma cidade grande como São Paulo e todo o nosso dia a dia turbulento, mas jamais irão substituir o diálogo humano e o contato visual – esses dois últimos envolvem o sentimento, o coração e é nesse ponto que enxergamos a verdade!

Quando for para um diálogo, vá desarmado(a). Não force a situação, deixe o diálogo fluir, ouça com atenção o ponto de vista do interlocutor – mesmo que ele não concorde contigo e que você não vá concordar com ele. Ouça!

Devemos ser flexíveis, revisar conceitos, usar nossa intuição, refletir sobre o ponto de vista dos outros e acima de tudo saber respeitá-los. Só assim teremos uma vida tranquila e em harmonia, tanto no âmbito pessoal quanto no profissional. Por que estamos nos esquecendo disso? Já parou para pensar nisso? Faça uma autorreflexão!

Grandes conquistas surgem de simples diálogos, pois só o diálogo é capaz de unir as pessoas a ponto de que elas se tornem aptas a viver com respeito simultâneo – mesmo sem terem a mesma defesa sobre o tema, como na política.

Pense nisso! Quem pensa diferente de você não é seu inimigo. Não provoque esse sentimento, nem nessa fase que estamos; nem nunca.

Precisamos de união, respeito e diálogo para driblar qualquer ato de violência.

Acredite na sua opinião, na sua verdade, em você!

Emiliano Zapata