FOTO: Reprodução/Secretaria de Educação

O lugar do jovem é na escola. Disso, todos sabemos. Mas, o que leva milhares de crianças e jovens a sairem da escola, e será que é possível mudar esse quadro na realidade da educação de nosso país?

Os motivos da evasão escolar são inúmeros: desinteresse, trabalho, gravidez precoce e até a violência. Tais questões fazem com que jovens entre 15 e 29 anos deixem a escola. E o problema aumenta no momento da transição do Ensino Fundamental para o Ensino Médio e no próprio Ensino Médio.

De acordo com texto divulgado pelo Estadão, os números são alarmantes: segundo levantamento realizado pelo Todos pela Educação, que toma como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), o crescimento é tímido, no porcentual de atendimento escolar entre 15 e 17 anos, sendo de 78,8% para apenas 82,6%, de 2005 a 2015. No Brasil, 2,5 milhões de crianças e jovens ainda estão fora da escola.

Já de acordo com o Censo Escolar – pesquisa de âmbito nacional, realizada todos os anos, sobre a quantidade de alunos matriculados, rendimento e evasão escolar –, o cenário da educação básica envolve mais de 3,5 milhões de alunos da rede estadual paulista, que frequentam, no ensino regular, as mais de cinco mil escolas estaduais paulistas.

A evasão escolar acontece na decorrência do Ensino Fundamental. Nos anos iniciais, perdemos de 2% a 3%. Já no segundo ciclo do Ensino Fundamental, entre o quinto e o oitavo ano, ficam 5%. O número explode no nono ano, chegando a 8%. No primeiro ano do Ensino Médio, salta para 13% – porcentagem que se repete no segundo e cai para 7%, no terceiro.

Para acabar com tamanha evasão, precisamos de políticas que discutam o assunto e que tragam práticas que visem não apenas a melhoria na educação, como também na forma com que o jovem é tratado nas escolas. É necessário dialogar e entender qual a realidade dos jovens e o que pode ser feito para auxiliá-los, de forma que eles permaneçam na escola. Atitudes que demonstrem que respeitamos o jovem e seu direito de acesso à educação podem ser o primeiro passo para mudar (e porque não acabar com) o quadro da evasão em nossas escolas.