O Brasil vive, sem dúvidas, um dos seus momentos mais complicados em relação à política. Todos os dias um conflito de informações  invade os noticiários e se espalha por meio das mídias sociais, trazendo uma sensação para a população de que essa crise política jamais irá se resolver, pois não existe a ‘tão famosa luz no fim do túnel’ que normalmente conseguimos enxergar em situações ruins.

Ficou muito nítido nos últimos tempos, para ser mais preciso depois do tão comentado domingo no qual ocorreu a votação pelo impeachment da presidente Dilma, o nível de políticos que compõe o congresso brasileiro. Nas suas justificativas para continuidade do processo em questão citavam o nome de Deus, da família e das convicções de seus respectivos partidos. Depois dessa votação comecei uma reflexão, que buscava entender: o que de fato aconteceu com a politica no nosso país?

As razões são muitas, mas vou discorrer a respeito daquelas que eu julgo ser mais importantes aplicadas à realidade do nosso dia a dia. A extensa maioria dos deputados representa os interesses não da população, mas de empresas que financiariam suas campanhas, e portanto cobram dos mesmos ações imperativas para o benefício dessas empresas, afinal uma organização não faz uma doação, e sim um investimento eleitoreiro, visando os quatro anos de mandato e tudo aquilo que o mesmo vai lhe proporcionar.

Outro ponto importante da atual conjuntura do congresso é o fato de determinadas bancadas, que foram eleitas por meio das igrejas evangélicas ou são constituídas por deputados, que representam apenas determinados setores industriais, como o do agronegócio, que só advogam em causa própria, esquecendo-se das pautas que realmente importam para o desenvolvimento do Brasil.

Não devemos, então, enquanto população aceitar essa prática em questão na forma se fazer política, onde tudo é permitido ou juridicamente justificável. Temos que de fato lutar por uma representatividade na qual o politico possa se expressar verdadeiramente em seu nome e dos cidadãos, o que não acontece hoje em dia, pelo fato de que muitos não querem assumir nenhum compromisso com seus eleitores, pois já possuem acordos estabelecidos com seus interesses pessoais, o que exclui todos nós de qualquer chance de representatividade. Afinal de contas: o que está acontecendo com os políticos e com o povo, que aceita, apoia e não entende o injustificável? Qual é o seu interesse e o que essa opinião reflete no interesse do coletivo e da maioria? O que o seu político ou aquele que você elegeu está – de fato – fazendo pelo seu povo? Consegue enxergar tudo o que falta nessa representatividade política atual?

O que te representa? Permita-se pensar, opinar e fazer valer a justiça da democracia!

Os seus direitos só serão válidos se, antes de tudo, forem seus. Pelo que você está lutando? Ou você vai desistir?

Reflita e compartilhe sua opinião comigo.

Emiliano Zapata