Recentemente, a Rede Globo explorou a dor de crianças negras em uma ‘campanha’ em vídeo (que você pode assistir neste link) com mensagens que – claro – condenam o preconceito racial, mas de novo: com muita dor.

Que o racismo é algo assombroso todos nós sabemos, mas a proposta do vídeo da emissora de que “Ninguém nasce racista” foi confundida no que diz respeito à reflexão a qual me proponho trazer neste post: racismo por que e até quando? Como e por que, afinal, ele se constrói? Qual sua história, geral e para cada uma das pessoas que o sofre?

Como os próprios meios de comunicação o propagam? Em campanhas como esta, que trouxe muita emoção, sim, mas muita dor para as crianças participantes?

Racismo, vítima e agressor

Uma campanha também recente, só que da ONG Criola, colocou vítima e agressor frente a frente para falar sobre racismo. Em um vídeo, a organização repercute os ataques preconceituosos sofridos pela jornalista Maria Julia Coutinho (a Maju), também da Rede Globo, no ano passado. Assista ao vídeo agora:

Um dos agressores participantes chega a afirmar que o racismo, ao menos no Brasil, infelizmente ainda é um retrato da nossa cultura preconceituosa e que tratamos o preconceito com “desculpa”, mas é algo muito mais sério.

Você acha que esse tipo de atitude faz parte mesmo da cultura nacional? Você não acha que essa Cidadania Cultural pode ser melhorada hoje mesmo, com alguma nova atitude que pode partir de você?

Na verdade, o que penso e defendo é que precisamos de fato, e de uma vez por todas, combate-lo para que essa reflexão nos ajude com ações e atitudes práticas entre adultos, crianças, na sala de aula, em casa, no transporte público… São tantos casos e relatos diários, que perco as contas de quantos registros tenho acesso, por exemplo, via rede social de casos de preconceito racial.

São comentários, considerados pelos agressores, como ‘simples’, são termos usados de maneira incorreta e associações diretas relacionadas a COR. Qual a diferença? Por que e até quando a tonalidade de cor será diferente?

Evoluímos em tantos aspectos, como tecnológicos e relacionados com a modernidade, por que nosso comportamento ainda é engessado, doloroso e horroroso?

O racismo é qualquer pensamento ou atitude que possam separar as raças humanas por considerarem algumas superiores a outras. Não importa como o racismo cresceu e ainda permanece na mente e cotidiano das pessoas, mas é necessário lembrar que – se comprovado – é crime inafiançável.

Para fechar o meu post, deixo uma maravilhosa reflexão, do eterno Nelson Mandela:

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”, Nelson Mandela.

Mais amor, por favor. Chega de racismo!

Emiliano Zapata