A maneira como as pessoas têm interagido com nossos candidatos, ativistas e governos – no geral – está mudando (muito) de forma bem rápida, graças a todas as possibilidades existentes por meio das novas tecnologias. Hoje mesmo li no Meio & Mensagem sobre o lançamento do aplicativo Politiquiz, que testa os conhecimentos dos usuários sobre a política brasileira. O app traz perguntas e respostas divididas em quatro categorias: História do Brasil, Legislação, Partidos Políticos e Panoramas Brasileiros e – de acordo com um dos sócios da plataforma – o jogo traz informação e não posição política; incrível, não? E gratuito!

Estou contextualizando o assunto, pois a cada dia mais e mais soluções como essa são criadas – de modo que o acesso a informações sobre Políticas Públicas e temas correlacionados fica cada vez mais intenso, eficaz e realmente possível de propiciar mudanças. E o que isso significa? Que as empresas, como essa que criou esse app, e todas as pessoas precisam efetivamente estimular a cidadania digital e utilizar a internet em prol do conhecimento.

Uma das minhas causas é baseada na Cidadania cultural – um benefício para todos, não apenas quando tratadas como cidadania e à cultura, mas quando essas questões caminham juntas e viram mais que uma causa; acabam se transformando em benefícios coletivos e, como resultado / ‘uma prova disso’, temos a internet e os dispositivos móveis para ajudar no âmbito digital. Ou você não acessou a programação da Virada Cultural pelo celular? Não registrou algum problema que passou no congestionamento pela câmera do smartphone e compartilhou no Twitter ou via grupos do seu WhatsApp?

Outro exemplo bacana de cidadania digital que gostaria de compartilhar é o jogo “Diário de Amanhã”, apoiado pela UNESCO e recém-lançado pelo Senac e pela instituição Palas Athenas, que chega para ajudar alunos e educadores a se aproximarem do assunto de maneira mais lúdica e didática. A iniciativa é uma maneira de contribuir para o esclarecimento, a divulgação e o engajamento na defesa dos direitos humanos, para que cada pessoa possa encontrar no seu cotidiano um jeito de colocar em prática o que vai expresso na Declaração Universal dos Direitos Humanos e não se calar ante as injustiças que testemunha. Bacana, não é? Dá para baixar agora por este link.

Mais um case – que envolve cidadania e educação e acho válido apresentar – é a A plataforma de estudos Geekie que defende que educação e tecnologia andam, e devem continuar, juntas. De acordo com André Barrence, representante da startup,  “se duas pessoas não aprendem da mesma forma, por que ensinar da mesma maneira”? Preciso dizer que que mais do que Cidadania Cultural, neste caso estamos ainda explorando minha causa de Educação Contempladora? A empresa defende que um bom diagnóstico inicial é o ponto de partida para mapear a educação de forma individual e que as avaliações, permitidas pelo sistema em tempo real, facilitam nas interpretações de dados. Eu totalmente concordo e, por que não, contar com o digital nesse processo de descobertas tão necessárias?

Infelizmente, metade das residências brasileiras ainda não tem acesso à internet – o que significa que nosso estado e país ainda não podem ser informados somente por esses canais – mas, isso não quer dizer que não possamos aproveitar o grande potencial revolucionário da cidadania digital da melhor forma, seja consumindo mas, principalmente, contribuindo com bons conteúdos a serem disseminados com todos. Ou vamos esperar os diversos projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) saírem do papel?

Eu enfatizo que mais do que ativista político, sou também um disseminador digital e quero me tornar referência nessa lacuna digital tão carente de um debate robusto, frequente e – mais do que isso – que não se torne extinto. Pois, muitos projetos são iniciados, mas não vemos meio e fim. Então, que tal fazermos a lição de casa com a boa e velha reflexão do que estamos fazendo? Na internet não é diferente.

O que você tem postado e compartilhado? Tem noção das proporções que suas opiniões podem tomar, provenientes ‘apenas’ de alguns cliques?

Dialogue, pergunte, cobre, opine e compartilhe conhecimento. Use a tecnologia ao nosso favor e espalhe verdades online ou de modo móvel.

Eu acredito na tecnologia como aliada da política, e você?

Emiliano Zapata