No final de junho eu criei e postei um GIF sobre inclusão x exclusão nas redes sociais – mas, todos os dias me pergunto e, por isso trago o assunto com mais profundidade a tona para refletirmos, por que excluem no lugar de incluir?

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Essa chamada exclusão social pode (e, infelizmente, já traz) consequências horríveis não para as pessoas com necessidades especiais, mas para toda a sociedade – que não se adapta, não inclui, segrega e não faz esses indivíduos pessoas contempladas n oque diz respeito à igualdade. Como evoluir com esse comportamento de retrocesso?

Já parou para pensar como a nossa sociedade atual, no mundo e no Brasil, enxerga e se comporta com pessoas que precisam de acessibilidade e integração mais especiais? O que leva algumas pessoas a excluírem outras consideradas diferentes? Por que a perfeição é doutrinada por aspectos culturais, de classe social e até pela mídia e a inclusão se faz obrigação e não normalidade em nosso dia a dia?

A exclusão para mim é vista como preconceito. Não consigo enxergar inclusão por cota, pois estamos falando de sofrimento, de dificuldades não escolhidas, de valores invertidos, de falta de compaixão…

Vejo São Paulo, cidade e estado, e todo o Brasil como locais ainda não adaptados para essa inclusão social tão importante e, para mim, ainda tratada como segundo plano. Mas, mais do que cidades, estados e países tornarem a infraestrutura compatível com essas diferenças, por que o nosso pensamento não é igualitário? O que ainda falta para nos respeitarmos e ajudarmos como a nós mesmos?

Como em tudo o que projeto, penso e tento propagar, a educação é o motor que vai mover todas as fronteiras e acredito que a conscientização – também quando é assunto inclusão – se faz necessária, pois ainda é muito precária nos dias atuais.

Todo o preconceito acaba dificultando e atrasando a vida e as oportunidades dessas pessoas que precisam de mais ajuda e já passou da hora de mudarmos nossos pensamentos, nossas atitudes, nossa forma de incluir. O preconceito é justamente a exclusão e precisamos colocar em prática que as diferenças dessas pessoas não foram escolhidas, mas muitas delas podem ser melhoradas com a ajuda de cada um de nós.

Mais do que esforços políticos (teóricos e para implementação) é preciso também uma maior ação social para a promoção de políticas públicas de inclusão social. Isso envolve diversas áreas da sociedade, como a educação, a cultura, por exemplo. Por isso, esforços coletivos e individuais que visem romper preconceitos são extremamente necessárias para melhorar nosso cotidiano.

Cabe a nós – então – enquanto parte de uma sociedade ÚNICA, pensar mais no outro, lembrar e não esquecer que os direitos humanos são IGUAIS PARA TODOS. Por isso, dissemine nossos direitos de forma positiva. Ajude, mesmo que seja ao tomar um ônibus em um dia difícil, atravessar a rua, ler um material, auxilie no que estiver ao seu alcance.

Chega de segregações e exclusões. Já passou da hora de INCLUSÃO e INTEGRAÇÃO serem prioridades em socialização. Por uma São Paulo e um Brasil em que todos sejam igualmente CONTEMPLADOS. Lute e vamos movimentar a igualdade: isso sim é a maior diferença!

Por que excluir, se podemos incluir?

Emiliano Zapata