Todos sabem que sou de São Paulo e moro em São Paulo, já estudei e vivi muitos anos fora, mas hoje não quero falar de outros países, nem de paulistas ou paulistanos. Quero e vou falar do brasileiro e do Brasil. Aqui eu vivo, aqui sou feliz e quero ser mais ainda, compartilhando o bem e disseminando possibilidades felizes para todos de modo muito mais intenso.

Para mim, apesar dos momentos econômicos e políticos que estamos vivendo nos últimos anos e atualmente, temos que encarar cada dia como uma oportunidade. Eu, por exemplo, enquanto ativista político estou aproveitando para compreender cada lacuna do âmbito possível aberta para me propor a preenchê-la, ou seja, como posso mudar o que não está bom? Sim, isso também é uma lição de casa na política e pode ser em qualquer setor.

Todas as minhas ações, pessoais ou profissionais, são sempre acompanhadas de uma boa ideia, de força de vontade (também chamada de viés empreendedor) e de fé – claro que sim, como acordar todos os dias sem crer em alguma coisa, uma força, uma energia, como viver sem acreditar em nada?

Vamos olhar para esses primeiros meses embaraçosos de 2016 e pensar: como foram esses mesmos primeiros meses de 2015? Melhores, piores, iguais? O que é possível cada um de nós fazermos diferente? São ações, são gastos, são cuidados, são conselhos, são atitudes, o que são esses motins a serem mudados? O que cabe a você alterar isso a partir de agora mesmo?

Acabamos de sediar uma Copa do Mundo no Brasil, há quase dois anos, quais os legados? Foram só ‘desastres’ disso e daquilo como muitos dizem ou podemos tirar aprendizados e lições de tudo o que foi possível ocorrer aqui, graças ao megaevento?  Tem noção de quanta gente nos conheceu?

Segundo o Ministério do Turismo, o país recebeu 1 milhão de estrangeiros, de 202 nacionalidades, e 61% fizeram sua primeira visita ao Brasil por ocasião da Copa – muitas dessas pessoas talvez jamais considerassem a possibilidade de vir ao Brasil, se não fosse pelo fato de estarmos organizando o Mundial. E que impressão será que eles tiveram? Você teve contato com alguns deles? Tenho certeza que quem encontrou com esses turistas se surpreendeu com sua própria ‘autocordialidade’, respeito, hospitalidade, carinho e intersecção de culturas, costumes e tudo mais. Tenho certeza também que assim com o país conseguiu lucrar com o evento, muitos brasileiros também tiraram muitos aprendizados e representaram muito bem as nossas boas qualidades que – indiscutivelmente – temos e esbanjamos.

E daqui a poucos meses realizaremos ainda as Olimpíadas – Rio 2016 Olympics – em agosto, de 5 a 21, no Rio de Janeiro. O que esperar? Quais as expectativas? De desenvolvimento, infraestrutura e empregos ao menos para o Rio de Janeiro serão muitas. Para voluntários de todo o Brasil? Também! Esse outro grande evento poderá mostrar que sabemos colocar projetos em prática, dentro do tempo e orçamento previstos no Brasil.

Não, não vou falar dos pontos negativos nem pós-Copa, nem pontuar aspectos ruins pré-Olimpíadas, sabe por quê? Estamos em tempos atípicos, de tamanhas dificuldades, mas temos – mais uma vez – chances de sermos vistos, de mostrarmos nossos pontos altos, que sabemos nos sobressair ainda assim.

O fato de você acreditar em você mesmo já significa muito e é (e deve ser sempre) o pontapé inicial para qualquer crença, grande ou não, e o empreendedorismo pessoal e profissional tem que ser construído com essa força de vontade que só o brasileiro tem.

Qual o primeiro passo de qualquer coisa? Acreditar!

Você acredita em você? Eu acredito no Brasil e no brasileiro e em toda a energia que só a gente tem, nas formas de aproveitar todas as oportunidades, desde que a gente acredite.

Então hoje, espero que tenha recebido minhas doses de energia em formato de esperança. Por um segundo semestres que nos faça acreditar em um futuro melhor. E que seja breve.

Faça um novo começo, a partir de hoje. Ative sua esperança. Não desista de você e nem do nosso país!

Emiliano Zapata