A educação é o motor de qualquer cidade, estado e país. No Brasil ainda temos 11,5 milhões de analfabetos, com idade superior a 15 anos. Falhamos com o Plano Nacional de Educação, que tinha a meta de erradicar o analfabetismo até 2024, e já não há mais tempo para zerar o déficit neste prazo. A situação da Educação em São Paulo tem melhores índices, mas ainda assim há muito a se fazer e a Base  Nacional Comum Curricular (BNCC), discutida por 20 anos, acena com esperanças, mas ainda luto por algumas mudanças neste novo plano de governo.

Minha formação é em Comunicação Social, e sempre estudei muito, tanto em São Paulo, quanto no Brasil e fora do país; tenho longos anos de experiências e conhecimentos sobre o poder e a influência da educação em diversos tipos de sociedades e comunidades pelo mundo.

Minha preocupação com a formação das pessoas é enorme, porque cada pessoa tem um dom, um talento a ser desenvolvido, de acordo com suas preferências e capacidade. Todos nós temos nossas próprias habilidades e, por isso, cada um é melhor em algo, de acordo com suas características pessoais, e que podem ser desenvolvidas pela Educação.

Levanto este tema porque acredito na educação como único meio de formação e mudança para todo e qualquer povo.  A Base Nacional Comum Curricular, aprovada em dezembro de 2017, vai alterar o rumo da educação em nosso país, a partir de 2020, com grandes mudanças na comunidade escolar.

Na prática, com a BNCC, serão definidos e padronizados os conhecimentos essenciais para escolas públicas e particulares no Ensino Fundamental para que a partir do Ensino Médio, o aluno possa escolher seu próprio caminho, priorizando as áreas que ele considera mais importantes para a construção do seu futuro.

Esse caminho a seguir vai depender da escolha do aluno, e cada estado terá a opção de criar “itinerários integrados”, combinando matérias de diferentes percursos, pois as únicas disciplinas obrigatórias nos três anos serão Língua Portuguesa e Matemática. Tudo isso para colocar em prática direitos de aprendizagem, como explorar, expressar e se conhecer!

No entanto, esse modelo de Educação carece de uma série de fatores que envolvem Políticas Públicas mais abrangentes, que são as minhas grandes lutas, como, por exemplo: capacidade de investimentos nos professores, acessibilidade às escolas, transporte e segurança.

Quando o assunto é Educação, não podemos pensar pequeno.

Alguns dos elementos da BNCC, que são baseados nos ensinamentos de mestres como Anísio Teixeira, Paulo Freire, Darcy Ribeiro e outros, devem ser aproveitados, mas, ao mesmo tempo, novas questões da realidade brasileira pedem uma discussão mais ampla.

O texto final da Base, é muito importante, mas tem também uma visão fragmentada do conhecimento e do desenvolvimento humano, por inviabilizar as questões ligadas à identidade de gênero e orientação sexual, enfatizar o ensino religioso e antecipar a idade máxima para conclusão do processo de alfabetização, ignorando as características de aprendizagem de cada aluno.

Isto precisa mudar.

Com esse olhar educacional que toda pessoa merece, teremos mais professores e alunos capacitados.

Vou batalhar para que o melhor sistema de educação seja de fato utilizado em São Paulo e que a individualidade de cada aluno seja avaliada por suas principais habilidades e escolhas, estimulando a educação de qualidade!

A Educação é o futuro!

Emiliano Zapata

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