Alguns de vocês já sabem que minha formação é em Comunicação Social, mas sou também um grande apaixonado, seguidor e entusiasta de todo o tipo de arte, com especializações educacionais em cultura, teatro, fotografia, filosofia, estética e semiótica, antropologia cinemática e cinema, e no Dia do Cinema Brasileiro (19 de junho) venho falar dessa arte e da importância da valorização da arte por nós brasileiros e por todos os cidadãos do mundo.

A vida é breve, mas a arte é eterna e quando o assunto é cinema: que arte é essa? Qual a sua importância? O que o cinema brasileiro representa para nós?  Para mim, significa muito!

O cinema do nosso país existe desde 1897 e, embora nunca tenha chegado a se estruturar plenamente como indústria, em seus mais de 120 anos de história, teve momentos de grande repercussão internacional, como na época do Cinema Novo, e de crescimento do mercado interno, como no período da Embrafilme.

Atualmente, nosso cinema vive um bom momento em minha opinião. Hoje é bastante produtivo e apresenta uma qualidade técnica e de atuação artística que não fica pra trás de outros países – como Estados Unidos – a não ser no que diz respeito ao aspecto financeiro e quanto ao retrato das pautas e realidades de pobreza e violência, por exemplo. Temos chances de, em breve, conquistarmos nosso primeiro Oscar: estamos e vamos chegar lá. Quem não se lembra das vezes que ‘batemos na trave’, em 1996, com “O Quatrilho” e em 1999 com “Central do Brasil”? Ou em 2004 com “Cidade de Deus”?

Neste ano de 2016, o filme “O menino e o mundo”, do diretor Alê Abreu, foi indicado ao Oscar de melhor animação do ano e essa foi a primeira vez que o país disputou nesta categoria. Para mim, um grande passo e motivo para comemoração. Produzimos, atuamos e fazemos muito bem a arte e estamos chegando cada vez mais perto!

Por isso, nesse dia que comemoramos o nosso cinema, indico filmes brasileiros que adoro e recomendo por motivos diversos – pessoais e profissionais – com mensagens de transformação e que fazem a diferença para quem os assiste. São mais que filmes; são pílulas ricas de educação, em prol da Educação Contempladora e da Cidadania Cultural que tanto luto, acredito e defendo!

QUE HORAS ELA VOLTA?, por exemplo, mistura drama e comédia. O recente filme nacional consegue confrontar o nordeste e o sudeste, os ricos e os pobres, o Brasil segregacionista e a ideia de união nacional de uma forma simples, com linguagem e elementos incrivelmente encantadores. Com Regina Casé, é possível imaginar que o público se identifique com este filme. Muitas pessoas poderão enxergar suas próprias famílias. Já assistiu? Veja o trailer:

ESTÔMAGO é a história da ascensão e queda de um cozinheiro com dotes muito especiais e apresenta dois temas universais: a comida e o poder. Mais especificamente, a comida como meio de adquirir poder. Em sua estreia mundial no Festival do Rio 2007, a obra consagrou-se como grande vencedor, tendo recebido quatro prêmios: Melhor Filme pelo Público, Melhor Diretor, Melhor Ator e Prêmio Especial do Júri. Em seu lançamento na Europa, no Festival Internacional de Rotterdam, na Holanda, recebeu o prêmio Lions Award e foi o segundo colocado, entre 200 longas, na preferência do público. Já conferiu? Assista ao trailer:

LAVOURA ARCAICA , de 2011 e com Selton Mello, apresenta a história de um filho desgarrado, que saiu de casa devido à severa lei paterna e o sufocamento da ternura materna. Seu irmão mais velho recebe de sua mãe a missão de trazê-lo de volta ao lar. Cedendo aos apelos da mãe e do irmão, o protagonista resolve voltar para a casa dos seus pais, mas irá quebrar definitivamente os alicerces da família ao se apaixonar por sua bela irmã no longa. Um filme que é uma versão ao avesso da parábola do filho pródigo, com drama lírico e trágico da eterna luta entre a tradição e a liberdade. Já viu? Acompanhe ao trailer:

Valorize e incentive nossa arte!

Meus cumprimentos e felicitações a todos que trabalham direta e indiretamente com o Cinema Brasileiro. Viva essa arte tão importante que merece todo o nosso valor.

Emiliano Zapata