É muito nítida, na nossa atual sociedade, a importância dos meios de comunicação, considero até que esses canais sejam uma espécie de quarto ou quinto poder, pois – de fato – influenciam muito na dia a dia de toda nossa sociedade, por meio de manchetes e notícias; entretanto, na maioria das vezes, sem principio, meio e fim…

Grande parte da população compartilha inúmeras notícias diariamente, atreladas à corrupção e roubalheira do dinheiro público, sem muitas vezes checarem sua veracidade e ainda se atentarem à continuidade dos processos e denúncias, que na maioria das vezes é muito mais jornalista do que jurídica, mas criou um sentimento de ódio conjunto a qualquer pessoa que se predispõe a falar de política – principalmente, quando se encontra do lado contrário de convicções. E por que estou trazendo essa abordagem?

Isso sem dúvidas enfraquece a política, os políticos honestos  e a população de bem, pois no imenso buraco daqueles que se declaram apolíticos e se afastam das discussões e apenas celebram a espiral destrutiva dos meios de comunicação, quando surgem as figuras de políticos corruptos, como Eduardo Cunha, que direciona seus rebanhos eleitorais – que muitas vezes estão fora do debate político ou imersos na alienação religiosa de que muitos corruptos se aproveitam durante o período eleitoral para, assim, se manter no poder com “apoio dos cidadãos”. O que fazer, então, como se blindar?

Precisamos no atentar enquanto cidadãos individualmente ou como população (de modo unido e massificado) em quais são os verdadeiros interesses de canais de televisão, jornais e revistas, e por que determinados políticos continuam sendo blindados enquanto outros são perseguidos? De onde vem o “culturalismo conversador” das camadas mais privilegiadas da sociedade, e por que pensar diferentes das mesmas gera tanta violência?

Essas concepções não brotaram de forma espontânea, elas estão institucionalizadas na mentalidade população, que acredita que o certo é acompanhar os interesses dessas camadas sociedade, sem ao mesmo questionar a própria realidade. Pode o ser humano ser alienado e não investigar dados que comprometem não só o seu presente, mas – efetivamente e diretamente – o seu futuro?

Hoje a realidade mudou, temos as mídias alternativas e não somos mais reféns de apenas um canal televisivo ou um único tipo de mídia. Temos o conhecimento como “arma de combate”, que no passado não tinha munição para entender seu próprio cotidiano; temos a rede social que trata todos da mesma forma e dissemina as informações – erradas ou certas – com os mesmos botões de forma ágil e com poder viralizador; cabe a nós usar tudo isso ao nosso favor e não o contrário.

A partir de então, nós – enquanto população – vamos ser sujeitos do nosso próprio destino, e – com isso – mostrar que somos tão inteligentes na politica, que não precisamos de nenhum jornal ou revista, pensando por nós e, se os mesmos manipularem os fatos, vamos mostrar que temos total autonomia e indecência para filtrar, separar e julgar os fatos, mas de acordo com a nossa realidade e não contribuindo e compactuando com verdades impostas por aqueles que estão escrevendo.

A mídia não pode atuar como desserviço. Use o conhecimento político ao seu favor, de sua família, da comunidade. Influencie: a opinião é sua e a informação tem que ser proveniente de cada um de nós, locutores da política.

Confio em você, apure, cheque, cobre e dissemine verdades.

Emiliano Zapata