A educação brasileira é regulamentada pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), que define os princípios orientadores da organização de todos os programas educacionais. Os governos locais são responsáveis por estabelecer esses programas educacionais estaduais e, assim, seguirem as orientações utilizando os financiamentos oferecidos pelo Governo Federal.

As crianças brasileiras têm que frequentar a escola – no mínimo – por nove anos, porém essa escolaridade é normalmente insuficiente e o sistema atual de ensino não atende níveis de resultados satisfatórios, se comparados com os padrões mundiais.

Atualmente – segundo o resultado de 2015 da Prova Brasil, que avalia alunos da educação básica e ensino público no Brasil – mais de 65% dos alunos brasileiros no 5º ano da escola pública não sabem reconhecer um quadrado, um triângulo ou um círculo. Cerca de 60% não conseguem localizar informações explícitas numa história de conto de fadas ou em reportagens.

Entre os maiores, no 9º ano, em torno de 90% não aprenderam a converter uma medida dada em metros para centímetros, e 88% não conseguem apontar a ideia principal de uma crônica ou de um poema. Essas são apenas algumas das habilidades mínimas esperadas nessas etapas da escola, que esses estudantes do país não exibem. Está assustado com esses percentuais que chegam, praticamente, na totalidade dos 100%?

Essa prova é feita a cada dois anos e é utilizada como fator de principal indicador de qualidade da educação do país, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e seja no Brasil ou em qualquer outro estado, infelizmente os resultados do sistema público são lastimáveis.

Reduzir essa desigualdade no aprendizado é um desafio ao presente ou meta obrigatória ao futuro? Ou seria o contrário? Trago essa reflexão para novamente frisar minha causa: precisamos de uma Educação contempladora já. O futuro educacional não pode esperar. O conhecimento é à base de tudo.

Vamos olhar para nossas crianças e entender o que podemos fazer por elas!